quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

JUVENTUDE INDÍGENA:

Grupo Moitará participa da III Bienal Latinoamericanay Caribeña de Infancias y Juventude


Evento será realizado na Colômbia, entre 30 de julho e 8 de agosto de 2018. 



por Cláudia Cavalcante

Sob o tema “Desigualdades, Transformaciones Democráticas y Re-Existencias”, a Universidade de Manizales, na Colômbia, será sede da III Bienal Latinoamericana y Caribeña de Infancias y Juventude, que acontecerá de 30 de julho a 03 de agosto deste ano. 

A programação da III Bienal oferece um amplo espaço de debate e intercâmbio de experiências e conhecimento, reflexão e produção articulada entre pesquisadores, responsáveis por políticas públicas, organizações sociais, crianças e jovens. 

Preocupado com essa temática, o Grupo Moitará participará do evento com representação na Mesa de Trabalho sob o título “Juventudes Indígenas: desigualdades, diversidades y políticas públicas”, que será coordenada por Lúcia Helena Raquel e Maritza Urteada. Como conferencista, Tânia Cruz Salazar e Assis da Costa Oliveira, este último membro do Moitará.  

Durante o evento também haverá apresentação de trabalhos em mesas temáticas, exposição de audiovisual, realização de cursos, entre outros. Os interessados em participar deverão enviar seus resumos até o próximo dia 13 de março.  

Saiba mais sobre a III Bienal Latinoamericana y Caribeña de Infancias y Juventude nos links: Envio de Proposta e Outras informações.



Grupo Moitará
Facebook: @moitara.unb
E-mail: moitaraunb@gmail.com

domingo, 7 de janeiro de 2018

AÇÕES HUMANITÁRIAS: UnB se associa à NOHA Rede Internacional de Universidades



A Professora Doutora Ela Wiecko, coordenadora do Grupo oitará, a indígena Graciela Tombe, do Consejo Regional Indígena del Cauca-CRIC Diretor da Faculdade de Direito da UnB, Professor Doutor Mamede Said Filho.


por Cláudia Cavalcante


A Universidade de Brasília (UnB) se associou à Rede NOHA - Rede Internacional de Universidades, para realização de intercâmbio de ações humanitárias, por meio da educação superior e de pesquisa.

Além da UnB, também se associaram à NOHA Latin America, a Pontifícia Universidad Javeriana, da Colômbia, e o Colégio de México – Colmex.

O documento foi assinado no Brasil pela Professora Doutora Márcia Abrahão, Reitora da UnB, e apresentado em Bogotá, na Colômbia, no último dia 7 de dezembro, pelo Diretor da Faculdade de Direito, Professor Doutor Mamede Said Filho, oportunidade em que foi instituída a terceira rede regional de universidades da NOHA.

Pela UnB também esteve presente a Professora Doutora Ela Wiecko, coordenadora do Moitará, Grupo de Pesquisa de Direitos Étnicos, da Faculdade de Direito.

A Rede NOHA foi criada há mais de 20 anos, a partir da ideia de que as instituições de ensino tem um papel essencial na ação humanitária, por meio de uma educação internacional multidisciplinar, treinamento e  pesquisa.

Na ocasião, o Professor Mamede Said apresentou um breve histórico e dados da UnB, desde sua criação, em 1962,  até os tempos atuais, destacando o compromisso e a sua potencialidade para o intercâmbio com os outros países no campo humanitário.

"A UnB foi uma das instituições de ensino superior que mais enviou alunos ao exterior nos últimos anos. Mais de 2,2 mil estudantes tiveram acesso a novas culturas e conhecimentos", destacando o trabalho de alguns grupos de pesquisa da instituição, a exemplo do Moitará.

Durante o encontro, as instituições apresentaram uma visão geral das investigações levadas a feito nos temas de urbanização, vulnerabilidade e ação humanitária.

A UnB, pela professora Ela Wiecko, representando o  Moitará e os grupos de pesquisa LAEPI e LAGERI, do Instituto de Ciências Sociais,  focalizou o tema "povos indígenas", por ser comum ao Brasil, Colômbia e México e necessitar de uma ação humanitária. 

A Universidad Javeriana apresentou o tema do processo de paz na Colômbia, ressaltando as estratégias utilizadas pelos povos indígenas do vale do Cauca, que foram impactados pela ação das FARC, dos grupos paramilitares e pela Exército colombiano. 

Já o Colmex apresentou dados recentes sobre o retorno forçado ao México de mexicanos emigrados para os Estados Unidos e de seus filhos nascidos nesse país, que já não se identificam como mexicanos.

Conforme Ela Wiecko, a assinatura do documento abre um leque de oportunidades para os pesquisadores e pesquisadoras das instituições, possibilitando, inclusive, a experiência vivencial com as questões indígenas.

"Tive a oportunidades de conhecer alguns indígenas em Bogotá, entre eles,  Graciela Tombe, uma das autoridades indígenas da região e membro do Consejo Regional Indígena del Cauca-CRIC, região de forte presença indígena na qual o conselho exerce a jurisdição. Nesse contato pude perceber o quanto nós podemos aprender com os indígenas da Colômbia e o quanto que eles avançaram na jurisdição em relação ao Brasil", pontuou  Wiecko.

Ainda conforme a coordenadora do Moitará, "a jurisdição indígena é admitida na constituição brasileira, no entanto, não de modo expresso como no caso da Colômbia", explicou, ao ventilar a possibilidade de imersão dos pesquisadores do grupo nas comunidades indígenas, a exemplo do que ocorreu em Roraima. "Identifiquei diversos temas em comum, como violência doméstica, adoção indígena, segurança, entre outros".

Ela Wiecko finalizou ressaltando a importância da parceria para a articulação de ações da academia no apoio à mobilização das organizações indígenas da América Latina e do Caribe, para a promoção e proteção dos direitos dos povos indígenas, reconhecidos pela Declarações da Organização das Nações Unidas (ONU) e pela da Organização dos Estados Americanos.


REDE NOHA

Fundada em 1993, a NOHA consiste em uma rede composta por 12 universidades parceiras europeias e 14 globais. Possui programas voltados para associação de universidades com tarefa pioneira de encontrar espaço nas instituições de ensino superior interessadas em ações humanitárias. 

Presente em todas as redes de universidades da Europa, oferece programa de mestrado multidisciplinar gerido e administrado por acadêmicos de diversas áreas do conhecimento e disciplinas ligadas ao tema.   

Para NOHA, as instituições de ensino superior desempenham papel essencial no aprimoramento do profissionalismo na entrega de ajuda humanitária através da educação.

Grupo Moitará

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